Organista italiano de origem brasileira residente em Portugal desde 2007, Marco Brescia iniciou os seus estudos musicais ao piano, instrumento que lhe rendeu o primeiro lugar no X Concurso Nacional de Piano Arnaldo Estrella e o prémio de melhor pianista acompanhador no VIII Concurso Nacional de Cordas Pro-Música (BRA). Em 2000, recebeu uma bolsa de estudos para o curso de verão da prestigiada Escuela Superior de Música Reina Sofía em Santander (ESP). No ano seguinte, participou dos Cursos Internacionales de Música Antigua de Daroca (ESP), sob a orientação de José Luis González Uriol, autêntico ponto de inflexão na sua carreira, quando passou a interessar-se profundamente pelo mundo do órgão ibérico.

Em 2013 concluiu o mestrado em Interpretação da Música Antiga / Órgão Histórico na Escola Superior de Música da Catalunya / Universitat Autònoma de Barcelona, sob a orientação de Javier Artigas e com obtenção da prestigiante “matrícula de honor”. No mesmo ano, defendeu a sua tese de doutoramento em Organologia do Órgão Ibérico na Universidade Paris IV – Sorbonne, em cotutela internacional com a Universidade NOVA de Lisboa, pela qual obteve a menção máxima, “très honorable à l’unanimité”.

Como intérprete, Marco Brescia é regularmente convidado para atuar nos mais prestigiados festivais internacionais de Órgão e de Música Antiga, tais como Euro-Via / Festival Internazionale di Venezia, Festival Organistico Internazionale Città di Treviso e della marca trevigiana, Stagione Internazionale di concerti sugli organi storici della provincia di Alessandria, Settimana Organistica Internazionale di Piacenza (ITA), Landsberger Orgel Sommer (DEU), Festival Internacional de Música Antigua de Daroca, Festival Espazos Sonoros de Galicia (ESP), Festival de Órgão da Madeira, Festival de Estoril / Lisboa (PRT), Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora (BRA), etc.. Desde 2006, forma um aclamado duo com o soprano Rosana Orsini, com quem gravou o álbum “Angels and Mermaids: religious music in Oporto and Santiago de Compostela (18th / 19th century)” (Arkhé Music, 2016).

 

Foi coordenador técnico do restauro crítico do órgão histórico Almeida e Silva de Diamantina (1787), o mais antigo órgão fixo integralmente construído no Brasil ainda preservado, cujo restauro foi apoiado pelo Ministério da Cultura do Brasil e patrocinado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Também é membro da Comissão dos Órgãos Históricos dos Açores e da Comissão Científica para o restauro do órgão histórico do Palácio Nacional de Queluz (PRT). Desde 2019, é membro do júri do Concurso Nacional de Órgano 'Francisco Salinas' de Burgos (ESP). Pelo seu trabalho em prol da salvaguarda e restituição do património organístico histórico brasileiro foi condecorado pelo Governo do Estado de Minas Gerais com a Medalha de Honra Presidente Juscelino Kubitschek.

É diretor artístico do Festival Internacional de Órgão de Vila Nova de Famalicão e Santo Tirso (PRT), para além de investigador da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / NOVA de Lisboa, integrado ao CESEM – Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical.